No dia 22 de maio de 2006, Jean Dubois, assessor técnico sênior da REBRAF, participou do Encontro Anual da RMA - Rede de ONGs da Mata Atlântica e proferiu uma palestra sobre o tema "Monoculturas - modelo predatório e modelos sustentáveis na Mata Atlântica", onde ele afirma que "Não sou a favor de monocultivos. Qualquer monocultura em larga escala traz riscos de prejuízos ambientais. As monoculturas são muito mais facilmente atacadas por insetos quando comparadas a consórcios biodiversificados de espécies vegetais."
Por outro lado, sistemas produtivos com alto grau de biodiversidade interna têm uma capacidade de "auto-regulação", a qual explica - entre outros efeitos vantajosos - os baixos níveis ali encontrados de ataques de insetos sobre seus componentes vegetais. Uma adequada biodiversidade interna do agroecossistema faz com que as pragas não cheguem aos altos níveis de dano observados em monoculturas.
Faça aqui o download do artigo: palestraUNIRIO.pdf
Veja também sobre o uso de eucalipto para restaurar mata nativa no estado do Rio de Janeiro: eucalipto_mata nativa.pdf
Opções para sistemas agroflorestais que envolvem monoculturas são documentados para a Mata Atlântica, particularmente para o caso da bananeira. Vejam como, no estado de São Paulo, bananicultores de orígem caiçara adotam novamente técnicas tradicionais para evitar a aplicação de agrotóxicos, clicando aqui: GUAPIRUVU (arq. em PDF)