Metodologia


  Em princípio, o CONSAFs tinha como suas principais atividades a serem realizadas no âmbito do Projeto Formação Agroflorestal em Rede na Mata Atlântica, financiado pelo FNMA/MMA, as seguintes ações:
  - Divulgação do projeto junto aos colaboradores e parceiros locais de cada entidade.
  - Identificação de agentes agroflorestais e dos agricultores que desesjarem receber monitoramento agroflorestal;
  - Dois encontros regionais para a construção conjunta do processo de sistematização e de troca de experiências no trabalho com SAFs;
  - Diagnóstico e Pré-Sistematização das Unidades Demonstrativas de Sistemas Agroflorestais;
  - Seminário Nacional I para apresentação das experiências pelos agentes agroflorestais, avaliação e construção de agenda comum de monitoramento;
  - Ação dos Agentes Agroflorestais e Técnicos - continuação da sistematização das áreas, monitoria junto a outros agricultores na "Área Piloto" e difusão e capacitação em sistemas agroflorestais de agricultor para agricultor;
  - Seminário Nacional II para avaliação do processo de formação agroflorestal em rede e para a fomulação de propostas de políticas públicas;
  - Formação da Rede de Agentes Agroflorestais e ampliação da Rede de Entidades interessadas em agrossilvicultura na Mata Atlântica.

  Conforme o andamento do projeto, e as mudanças em torno do tempo de execução, esta rede de entidades vem desencadeando uma seqüência de atividades, ora locais, ora regionais e nacionais, de sistematização e troca de experiências com SAFs, que se iniciaram a partir, do primeiro encontro realizado no início de agosto de 2003, em Lages, estado de Santa Catarina, e que continuam em execução, desenvolvidas da seguinte forma:

  Atividade 1: Realização de um Workshop inicial de três dias – atualização para técnicos de cada uma das 16 entidades participantes.

  Conteúdo da capacitação: Bases ecológicas dos SAFs; Tipos de SAFs e práticas agroflorestais; Certificação sócio-ambiental de produtos de SAFs; Indicadores para a sustentabilidade de SAFs; Mapas conceituais e planejamento; Investigação participativa e Instrumentos de Monitoramento (entidade do consórcio); Legislação e licenciamento ambiental (entidade do consórcio).

  Atividade 2: Divulgação e sensibilização local da proposta junto a colaboradores e parceiros locais

  Cada entidade consorciada divulga o projeto (objetivos, atividades, retorno dos agricultores) junto à sua Rede Local (Rede Local: parceiros e contatos que cada entidade mantém na sua área de atuação) e potenciais interessados, fazendo contatos individuais e reuniões. Cada entidade identifica um agricultor que será capacitado para ser Monitor Agroflorestal e participará dos processos de intercâmbio. Além disso, ele ajudará a identificar pelo menos 5 iniciativas de SAF que queiram receber monitoramento em sua área de influência, que passa a ser denominada de Área Piloto.

  Atividade 3: Capacitação Regional dos 16 monitores identificados na atividade anterior e 16 técnicos das respectivas entidades facilitadoras para a consecução dos objetivos e demandas do processo.

  O objetivo é municiar os monitores agroflorestais com metodologia e informação para a sistematização de experiências (p.ex.: introdução dos cadernos de campo ou caderno das famílias). A capacitação envolve:
  - diagnóstico da unidade produtiva e do SAF;
  - técnicas de sistematização dos resultados;
  - discussão sobre indicadores e processos participativos de monitoramento;
  - técnicas pedagógicas e de comunicação, visando tanto a difusão de informação transferível localmente, como a geração participativa de novos conhecimentos.

  Atividade 4: Ação de Monitores e Técnicos prévio ao Seminário I - Diagnóstico e Pré-Sistematização

  Os monitores, com acompanhamento dos técnicos das entidades, farão um diagnóstico rápido inicial das Unidades Demonstrativas e, na medida possível, das experiências da Área Piloto.

  Atividade 5: Seminário Nacional I

  - Nivelamento de conceitos sobre SAFs e práticas agroflorestais a partir da apresentação das experiências existentes
  - Avaliação das experiências numa perspectiva de uso integrado da propriedade rural familiar
  - Início da construção dos cinco produtos principais (indicadores, plano de capacitação, plano de difusão, avaliação e sistematização, continuidade do processo)
  - Construção de agenda(s) comum(ns) de monitoramento participativo de SAFs
  - Discussão e seleção das formas metodológicas de troca de experiências e como facilitar as trocas
  - Abertura de espaço para contribuições de acadêmicos e técnicos mediante palestras pontuais

  Atividade 6: Ação Monitores e Técnicos entre os Seminários I e II

  - Manejo das 16 UEPs, - Monitoria Agroflorestal na Área Piloto, - Devolução de informações do Seminário em Oficinas locais ,- Ações de aperfeiçoamento da sistematização da UEP e das experiências monitoradas, utilizando o roteiro e os indicadores reconhecidos e discutidos no Seminário I, - Difusão do processo para um público indireto (interessados, iniciantes) via mídia, visando efeitos multiplicadores – Visitas de intercâmbio.
  - Capacitações específicas (p.ex. sobre coleta, armazenagem e quebra de dormência de sementes florestais, poda de componentes arbóreos, técnicas pós-colheita e de pré-beneficiamento, outras)

  Atividade 7: Seminário Nacional II


  Este seminário será realizado em setembro de 2005, no estado de SC, com intuito de avaliar o processo de formação agroflorestal em rede, possibilitando:
  - Aprofundamento das discussões do Seminário I com base nas atividades realizadas e nas informações sistematizadas;
  - Finalização da construção dos documentos sobre as 5 metas principais;
  - Detecção do potencial e dos gargalos e dificuldades do trabalho com SAFs na Mata Atlântica;
  - Formulação das propostas para políticas públicas, visando sua adoção pelo(s) governo(s);
  - Articulação política visando fechar este ciclo de construção e abrir o próximo.

  Atividade 8: Difusão do trabalho e de sistemas agroflorestais

  Para a conclusão do trabalho e sua própria divulgação serão elaborados os seguintes materiais:
  - Elaboração de Folder para a divulgação do trabalho proposto e vídeo-documentário do processo;
  - Elaboração de Cartilha sobre Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica, visando ser um instrumento de apoio à monitoria;
  - Elaboração de publicação final sobre o processo e os resultados, trazendo os cinco produtos solicitados pelo FNMA; com as propostas que poderão orientar as políticas públicas e documentar as propostas para a continuidade do processo.



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